segunda-feira, 30 de abril de 2018

Administração Direta e Indireta - Qual a diferença??

Você, como cidadão, já deve ter percebido que se relaciona com os serviços prestados pelo Estado de diferentes formas. E mais que isso, o próprio Estado fornece estes serviços segundo uma lógica de gestão diferenciada. Mas você já se perguntou o porquê disso?
Para começar a responder esta pergunta, é preciso que se esclareça o conceito de direito administrativo. Segundo o jurista Leandro Cadenas, ele deve ser entendido como o conjunto dos princípios jurídicos que tratam da Administração Pública, suas entidades, órgãos, agentes públicos, ou seja, sobre tudo aquilo que diz respeito aos modos que o estado persegue o alcance de suas finalidades. Assim, tudo que diz respeito à administração pública é regido pelo direito administrativo.
Dentro deste conjunto de princípios, existe uma distinção fundamental para responder a questão inicial do post: a diferenciação entre administração direta e indireta. Iremos em breves linhas traçar as características e especificidades de cada uma delas.

Administração Direta 

A característica determinante da administração direta é a sua composição: o órgãos públicos pertencentes a ela estão ligados diretamente ao poder executivo federal, estadual ou municipal. Neste sentido, estes órgãos de fato integram essas pessoas federativas (Federação, Estados e Municípios) e são responsáveis imediatos pelas atividades administrativas do Estado.
Além disso, não possuem personalidade jurídica própria, patrimônio e autonomia administrativa, uma vez que seus orçamentos são subordinados às esferas das quais fazem parte.

Como exemplo de órgãos da administração direta pode-se citar os ministérios do governo federal, as secretárias dos estados federativos e dos municípios.

Administração Indireta

Já a administração indireta é caracterizada por entidades que possuem personalidade jurídica própria, possuindo portanto, patrimônio, autonomia administrativa e orçamento específico para seus fins e de responsabilidade de gestão. Os exemplos correntes são as autarquias, as fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista. Cada uma dessas entidades, por sua vez, possui algumas características próprias.
As autarquias são serviços autônomos, instituídas por lei e portadoras de personalidade jurídica própria, bem como patrimônio e receita. Seu objetivo é executar atividades típicas da Administração Pública, que por motivo de otimização da funcionalidade, requerem uma descentralização da gestão administrativa e financeira. O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a Agência Nacional de Saúde (ANS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) representam autarquias no serviço público nacional.
As fundações públicas possuem personalidade jurídica de direito público, que não visam lucro e criadas em para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público. Também possuem autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e tem em sua fonte de financiamento os recursos da União e demais fontes. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) representam fundações públicas.

As empresas públicas são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio e capital exclusivo da União, criadas para a exploração de atividade econômicas que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito. Um exemplo de empresa pública é a Caixa Econômica Federal.
Por fim, existem as sociedades de economia mista, que são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou a entidade da Administração Indireta. São portanto, controladas pelo Poder Público. O Banco do Brasil e a Petrobras são, provavelmente, os maiores exemplos no caso brasileiro.
Copiado: https://blog.luz.vc

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A NOVA BATALHA DE NIKAIA

Com inspiração na deusa grega, mulheres ajudam outras a se empoderarem e mostrar o seu lugar

A luta feminina está diariamente nos jornais. 

As mudanças trazidas pelo príncipe Mohammed bin Salman na Arábia Saudita são apenas uma demonstração de extremismo nos limites impostos às mulheres e que só agora poderão dirigir, por exemplo.


Porém, a trajetória feminina vai além do mundo árabe. Mesmo em sociedades mais modernas, a mulher enfrenta a realidade de oportunidades reduzidas. De acordo com a Pnad 2015, as mulheres representam 44% da força de trabalho no Brasil, mas apenas 37% dos cargos de liderança.

Hoje, as empresárias já são quase 8 milhões, porém, segundo o Sebrae, a maioria atua em empresas informais ou com menor estrutura. Infelizmente, a realidade brasileira não é única.

Para se ter ideia, no Vale do Silício apenas 2% das startups são chefiadas por mulheres. Racionalmente, todos consideram esses dados absurdos. Mas, esses conceitos continuam entranhados em nossa cultura. 

Ao longo do tempo buscam-se alternativas para provar a importância das mulheres nas organizações. Mas, a especialista em diversidade nas organizações, Sarah Kaplan, da Rotman School of Management, trouxe à tona uma questão.

  • Por que temos que provar que a mulher é necessária nas organizações? 
  • Por que criar casos para justificar o seu desempenho? 
  • Alguém já pediu isso a um homem? 
  • A verdade é que até nossas questões são permeadas por essa visão.

A história da mulher é marcada pela busca de uma justificativa para ser valorizada e por equilibrar milhares de pratos ao mesmo tempo. 

No entanto, a história que temos que escrever é a da deusa grega Nikaia ou Nice que estava sempre próxima à Atena, a deusa da estratégia e das batalhas, garantindo-lhe o bom resultado. 

E foi para mostrar esse lado vitorioso da mulher, que eu, juntamente com nove outras coaches oriundas de carreiras executivas, criamos o Grupo Nikaia.

O objetivo é empoderar as mulheres e fazer que entendam o contexto no qual estão inseridas dentro das organizações, além de fazer com que acreditem na sua capacidade de voar e chegar aonde desejam, como a deusa grega. 

Essa batalha é longa e árdua. 

Que Nikaia nos garanta mais uma vitória!


Por: Ana Paula Alfredo - http://www.gestaoenegocios.digisa.com.br

quinta-feira, 26 de abril de 2018

O que é RH Estratégico e por que sua empresa precisa de um

Segundo o Michaelis — dicionário da língua portuguesa — recursos humanos é um conjunto de pessoas que trabalham em uma instituição e colaboram para que a empresa atinja suas metas. 
De fato, esse conceito define basicamente o que é RH estratégico. Porém, neste artigo vamos aprofundar um pouco mais essa definição na área de recursos humanos.
Hoje, mostraremos por que é importante adotar esse método de trabalho em sua instituição e que diferença há entre o RH tradicional e o estratégico. Por fim, ensinaremos como implantar esse modelo de gestão em sua empresa. Interessado? Então continue lendo e confira!

O que é RH estratégico? O conceito de RH estratégico não é algo novo. Segundo um artigo da Scielo — Scientific Electronic Library Online — ele surgiu no início dos anos 80, e foi desenvolvido por meio de duas abordagens: a Michigan Concept e a Harvard Concept.

A primeira abordagem define o RH estratégico como o conjunto dos fatores: missão, estrutura e estratégia. Além disso, de acordo com esse conceito, etapas como seleção, avaliação, remuneração e desenvolvimento, devem ser elaboradas estrategicamente.
A segunda abordagem — Harvard Concept — foi uma visão concebida pela Harvard Business School, uma instituição americana de grande renome, e define bem o método de RH estratégico. Nesse caso, o setor de recursos humanos não assume apenas o papel de adaptador, mas age também como um tomador de decisões no planejamento estratégico da empresa.
Segundo o escritor Staehle, em seu livro Human resource management and corporate strategy, o setor de recursos humanos que opina nas estratégias da empresa produz efeitos imediatos, como maior comprometimento do setor com os rumos da instituição e aumento da competência deste. 
Além disso, gera efeitos em longo prazo, como efetividade organizacional e bem-estar social na empresa.
Sendo assim, em vez de apenas cumprir as exigências da alta administração, a área de Recursos Humanos na visão do RH estratégico participa ativamente de todo o processo de planejamento estratégico do negócio. E junto com a instituição traça metas de curto, médio e longo prazo.

Qual é a diferença do RH estratégico para o tradicional?  Basicamente, a diferença principal entre esses dois tipos de RH — estratégico e tradicional — é a eficiência maior que o primeiro apresenta em relação ao segundo.  E essa é uma característica que beneficia toda a organização.

Segundo um artigo da revista Exame, estudos publicados por consultorias respeitadas — como Towers Watson, Boston Consulting Group e EY — demonstram que há uma conexão direta entre a eficiência da área de recursos humanos e o desempenho da empresa.
E esse mesmo artigo ainda citou um relatório chamado ­Creating People Advantage, escrito por Christian Orglmeister, da empresa Boston Consulting Group. Para a pesquisa, foram entrevistados 3.500 profissionais de recursos humanos em várias partes do mundo.

Ao final, o autor constatou que uma companhia que possui um RH eficiente e estratégico tem um resultado econômico duas vezes maior do que uma empresa que não possui uma gestão eficaz de pessoas.
Pois essa eficiência muitas vezes falta em um RH tradicional. E há ainda outras diferenças entre esses tipos distintos de gestão de RH, como a retenção de talentos e a rotatividade de colaboradores.
Assim, enquanto um RH estratégico atrai e retém profissionais talentosos que podem contribuir para o progresso da empresa, um setor com baixo desempenho de gestão não é um chamariz desses trabalhadores.
E, com certeza, estes saem da empresa assim que encontram uma companhia com um ambiente interno mais promissor.

Qual é a importância do RH estratégico para sua empresa?  Podemos citar inúmeros benefícios que o RH estratégico pode fornecer para uma instituição, mas entre essas vantagens algumas se destacam. Uma empresa que possui esse conceito de RH em suas demandas consegue, por exemplo, alinhar a gestão de pessoas com as perspectivas da companhia.

Agora, você deve estar se perguntando: “como assim?”. Bem, imagine que uma organização decida que, no próximo semestre, suas vendas precisam aumentar em 50%.
Visto que o gestor de recursos humanos estava presente na elaboração e aprovação dessa meta, ele, mais do que ninguém, sabe que a empresa tem a capacidade de atingir esse objetivo. Mas como ele pode ter essa certeza?

Em seu ambiente de trabalho, os colaboradores são vistos como recursos de vantagem competitiva, ou seja, ferramentas preciosas para avançar com a meta definida. Sendo assim, o administrador adaptará agora esses trabalhadores às novas necessidades da companhia.
E, para isso, adotará algumas práticas importantes. Uma delas é a motivação desses profissionais para que se engajem com as metas da companhia.
Além disso, ele deverá realizar um sistema eficiente de treinamento para que tais ferramentas valiosas desenvolvam mais ainda suas habilidades, e alcancem o alvo de 50% no aumento das vendas.
Porém, o gestor de RH estratégico vai ainda além e projeta suas previsões para o futuro. De modo que observa, imediatamente, quem em sua equipe pode assumir um papel central nesse projeto e fica atento a necessidade de possíveis novas contratações.
Dessa forma, o recrutamento será direcionado para selecionar profissionais que tenham habilidades e conhecimentos que agreguem valor a essa estratégia do negócio.
E, ao fazer uma análise sobre o futuro, esse gestor se certificará de que a empresa conseguirá não só atingir a meta estipulada de vendas, como também mantê-la e até aumentá-la com a aquisição dos recursos necessários para isso.

Como implantar um RH estratégico em minha empresa?   Para adotar na sua empresa um setor de recursos humanos estratégico, é fundamental que o gestor comece investindo em seus colaboradores. Para, assim, criar em sua companhia um ambiente de comunicação aberta e aprendizado.

Portanto, aproxime-se de seus trabalhadores, ouça suas opiniões sobre a empresa e os seus processos. Você poderá também investir em treinamento por meio de palestras corporativas, cursos de aperfeiçoamento e estimular a presença da equipe em eventos voltados para o setor de RH.
Além disso, mostre para a alta gestão da companhia o valor de se traçar metas e estratégias com o respaldo do setor de recursos humanos. E acompanhe os passos que a instituição está dando para alcançar esses objetivos. Cultive um relacionamento transparente na companhia.
Por fim, se esforce em adotar a cultura da inovação na empresa — que, embora envolva implantar tecnologias que melhorem o desempenho e a eficiência dos processos, também significa recompensar colaboradores que possuem uma ideia nova para realizar os serviços da instituição.
Assim, se você seguir as sugestões deste artigo, poderá colher resultados excelentes em sua empresa. Além de se posicionar como um gestor eficiente, admirado e respeitado por todos os colaboradores da instituição!
Copiado: http://employer.com.br/

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Verdades ou Mitos: O Telemarketing vai Eliminar o Vendedor

Criado por Nadji Tehrani em 1982, o Telemarketing tinha a função de oferecer promoções de vendas e serviços. Atualmente, o termo foge deste escopo, ao abranger também a telecobrança (cobrança via telefone), atendimento ao consumidor e o suporte técnico. Pode-se dizer que o telemarketing é um “atendimento telefônico comercial devidamente padronizado” que segue certos roteiros de atendimento via telefone.
Poderíamos também afirmar que Telemarketing é um canal de comunicação, entre a empresa e clientes (mercado comercial), ferramenta indispensável, que através de sua central atua no atendimento, de forma ativa ou receptiva, ambas operadas por uma linha 0800, sem custo para o cliente.
Forma Receptiva ou Passiva – Também chamado de “Inbound”, ocorre quando o cliente liga para a empresa. Geralmente este contato abrange reclamações, informações ou até mesmo tomada de preços e ou pedido.
Forma Ativa – Conhecido também como “Outbound”, É a prospecção de clientes através do uso do telefone. O teleoperador através do telefone oferece produtos/serviços a possíveis clientes. A comunicação é processada de dentro para fora da empresa.
Nos anos 80, o telemarketing expandiu-se para outras áreas no Brasil. inclusive a política, quando o consultor em marketing Mauro Ferreira introduziu-o pela primeira vez, isto aconteceu mais precisamente na campanha para vereador e prefeito no Rio de Janeiro em 1988, e pode ser certificado com quem tenha acesso a Câmara do Rio de Janeiro. A partir desta data foi se desenvolvendo e hoje se tornou uma das mais poderosas armas numa campanha política.
Vantagens do Telemarketing 
1. Interatividade: é a mídia mais pessoal e interativa que existe;
2. Flexibilidade: muitas operações são montadas durante um curto período para atender as exigências da empresa;
3. Replanejamento: a qualquer momento uma estratégia poder ser modificada, já que as informações de seu sucesso chegam rapidamente;
4. Otimização: num mesmo contato muitas informações podem ser repassadas ou cadastradas de um mesmo cliente;
5. Controle: é razoavelmente fácil controlar uma operação de telemarketing, já que todas as informações trafegam em sistema;
6. Foco: condições especiais de preço e conteúdo podem ser ofertadas para clientes da mesma empresa;
7. Cobertura: pode atingir distâncias continentais em segundos;
8. Comodidade: tanto para o comprador quanto para o vendedor;
9. Custo: é mais barato vender pelo telemarketing, pois os custos de comissões, estrutura e logística são muito menores do que em uma loja;
10.Velocidade: um operador de telemarketing pode efetuar entorno de 70 contatos com empresas no mesmo dia, já um vendedor de campo pode, em média, visitar 12 clientes.
Necessário a presença não só em grandes corporações, o chamado “ SAC, NA – Nucleo de Atendimento, Call Center ou simplesmente Telemarketing é uma ferramenta indispensável, um bem necessário.

No setor atacadista e de distribuição, empresas vem utilizando com sucesso, esta pratica, na afirmação, como um canal alternativo de vendas, sendo de real importância para muitas empresários da área.
A função do Telemarketing, alem de suporte aos vendedores convencionais. opera no atendimento ativo ou receptivo aos clientes, cobrindo setores vagos e principalmente como peça fundamental para vendas complementares na formação da cargas.
Porém, assim como em alguns outros setores, existe o chamado “ conflito de canais, o qual torna-se bastante relevante, pois existem inúmeros exemplos a serem citados sobre esse problema que afeta muitas vezes, grandes e experientes empresas.
Os canais de distribuição consistem em organizações interdependentes, envolvidas no processo de tornar um produto ou serviço disponível para uso e consumo
Uma rede de farmácias muito conhecida, por comercializar uma grande variedade de medicamentos a preços bastante competitivos, serve de exemplo para discorrermos sobre este tema.
Esta rede utiliza como canais o televendas, a loja virtual e as lojas físicas. Aparentemente, aos olhos do consumidor esta variedade de canais torna-se positiva para aquisição dos medicamentos, porém quando necessitar de serviços de pós venda como a troca de um medicamento, é que ficará evidente um problema existente entre esses canais. Um medicamento adquirido através do televendas ou loja virtual não poderá ser trocado nas lojas físicas, e vice-versa.
Outro exemplo interessante ocorreu, recentemente, numa grande empresa de distribuição, cuja atuação do telemarketing (ativo), foi realmente desastrosa.
Os seus operadores efetuavam vendas em clientes de regiões distintas, com vendedores constituídos e não repassavam os valores, nem para os próprios vendedores, nem para a somatória de vendas mensais do supervisor.
Por sua vez todos os clientes que o Núcleo de Atendimento tirava pedidos, os mesmos passavam a ser exclusivos, não tendo mais acesso ao vendedor de seus dados no Palm. Estava surgindo ai, uma empresa dentro de outra empresa, ou seja, departamentos independentes que geravam regras independente de benefícios para a própria estabilidade do negócio.
Na ocorrência de problemas, como reclamações de qualquer natureza ou o não pagamento dos títulos, aí sim era feito um comunicado ao supervisor para que o mesmo ajudasse na cobrança dos valores devidos.
O fato só era percebido pelo vendedor, quando da presença do mesmo em suas visitas ao estabelecimento, pois ao se preparar para “tirar o pedido”, notava que o cliente não mais estava em seu domínio e sim no Núcleo de Atendimento.
Mesmo numa situação constrangedora, o representante, atendendo o cliente, tirava o pedido e o anotava num talão  ou mesmo numa folha de papel.
Para concretizar a venda, o vendedor deveria pedir ao seu supervisor que solicitasse junto ao departamento competente uma autorização, para passar o pedido. Uma verdadeira penitência.
Fato esse que na maioria das vezes não era feito, tornando – se  impossível a permanência de muitos vendedores na linha de frente da empresa. Era visível a blindagem existente no setor de telemarketing daquela empresa, fato gerador de uma insustentável situação, uma verdadeira guerra.
A falta de regras transparente e ações desastrosas levaram não somente ao desencanto do quadro de vendedores como na saída de todos, tornando ainda maior o tour over já existente.
Chamados de linha de frente, vendedores externos tem como  função levar ao cliente todas as inovações, serviços e demais produtos, praticando vendas e a continuidade em ações comerciais propostas.

Telemarketing tem como finalidade apoiar a linha de frente dando sustentação e velocidade ainda maior ao próprio negócio da empresa.
Muitas vezes, pela dificuldade de formar equipes de vendas, ou porque contabilizam serviços (custos) de menor valor, algumas empresas têm transformado o canal de telemarketing em verdadeiros exércitos de vendedores, deixando para segundo plano, o canal de vendas diretas, feitas por vendedores ou representante comercial autônomo.
Outro fator que chamamos a atenção é a dificuldade, com que o operador tem em gerar vendas num curto espaço de tempo, com um mix de mais de 2 mil, 3 mil ou até mais itens na comercialização.
Este conflito tem levado não sòmente a exaustão de tentativas de correção, como a perca de território até então ocupados, para outros concorrentes com posturas diferenciadas e uma conduta  devidamente comercial dentro da própria organização.
A chamada interferência gerencial muitas vezes pode evitar certas situações de risco ou grandes perdas para a empresa, isso quando empresas têm a presença constituída de gerente (s) com competência e postura comercial.
Fatos desta natureza são indesejáveis sob vários aspectos, porém quando ocorrem devem ser imediatamente corrigidos. Regras claras, ciência dos canais e postura ética são essenciais para dirimir quaisquer duvidas ou falhas.
Os fatos divergentes devem ser investigados e sanados pelos gestores, visando esclarecimento rápido dos acontecimentos veiculados ou mesmo de suspeitas levantadas. Credibilidade é fundamental no negócio.
Mesmo eleito nas pesquisas como um vilão em reclamações, o Telemarketing veio para somar e tem lugar garantido, todavia em se tratando de vendas em empresas atacadistas ou de distribuição, é muito cedo para prever a dissolução do quadro de vendedores. Deverá sim haver um casamento perfeito entre ambos, como já ocorre em muitos setores da economia. Ganha com essa prática toda empresa, que conseguir dar fim ao conflito desses canais.
Fatos desta natureza são indesejáveis sob vários aspectos, porém quando ocorrem devem ser imediatamente corrigidos. Regras claras, ciência dos canais e postura ética são essenciais para dirimir quaisquer duvidas ou falhas.
Por: Mainaldo Medeiros http://clubedovendedor.com.br/

terça-feira, 24 de abril de 2018

A Importância do Administrador Hospitalar.


Escrevo, a pedido de amigos, sobre este instigante tema, que chega a ser polêmico, devido a sua importância e abrangência nos dias de hoje, no âmbito dos hospitais brasileiros.

Na segunda metade da década de 1980, eu tive o privilégio de atuar numa organização hospitalar, por mais de quatro anos, na função de Chefe do Setor de Logística e Finanças, ocasião em que me possibilitou constatar quão complexo é gerenciar esse tipo de organização, sobretudo em face de sua atipicidade. 



Essa experiência, aliada aos meus conhecimentos profissionais, permitiu-me compreender, com relativa facilidade, como se estabeleceu o caos em vários hospitais públicos do país. Hodiernamente, observo com profundo pesar, o sofrimento dos brasileiros usuários de tais sistemas de saúde, os quais não dispõem de recursos para pagar um Plano de Saúde. Alguns se arriscam em responsabilizar os políticos e/ou os profissionais da área de saúde pelo colapso no funcionamento dos hospitais brasileiros, em função de gestão diletante (não dispõem de plena capacidade administrativa para desenvolver determinadas atividades e tarefas, que são inerentes ao campo de atuação profissional do Administrador Hospitalar); outros afirmam que o caos decorre da crise econômica e da falta de recursos financeiros para viabiliar um adequado planejamento estratégico, objetivando a sustentabilidade, a modernização e a contínua otimização organizacional do hospital como um todo, de modo a atender a crescente demanda de usuários e o imperativo tecnológico do setor, que se desenvolve de maneira vertiginosa. 

Não obstante o caos estabelecido no setor de saúde no Brasil, gerando profundos sofrimentos aos menos aquinhoados financeiramente, ressalto haver exceções: temos o caso do hospital Municipal M’Boi Mirim, localizado no Jardim Ângela, uma das áreas mais carentes da cidade de São Paulo. Administrado pelo Hospital Israelita Albert Einsten, completou 01 ano de funcionamento no início de abril deste ano, é considerado um ótimo exemplo de como os princípios de gestão privada podem – e devem – ser aplicados no setor público. Atende cerca de 17.000 pacientes/mês. A grande cartada foi a adoção de uma espécie de terceirização de suas operações. Na prática, a Prefeitura repassou a administração do hospital M’Boi Mirim a 02 instituições privadas, o Albert Einsten e a organização social Centro de Estudos e Pesquisas Doutor João Amorim (Cejam), entidade dedicada à melhoria da saúde pública. Nenhuma delas ganha pelo trabalho. Na gestão do contrato dessas instituições com a Prefeitura, existem metas de quantidade e qualidade de serviços, além do gerenciamento dos contratos de trabalho de cerca de 1.200 pessoas que trabalham no regime de CLT, como na iniciativa privada. A parceria em tela constitui-se numa excelente alternativa para driblar as amarras burocráticas que drenam a eficiência do poder público. 



Um estudo do Banco Mundial comparou o desempenho de hospitais públicos paulistas sob os dois modelos: o puramente público e os administrados por contratos de gestão com organizações sociais. Nos 27 hospitais terceirizados do estado os pacientes permanecem menos tempo internados e o custo do leito é menor do que nos hospitais públicos ditos puros. 
O mais importante, a taxa de mortalidade também é menor. 

Outros pontos positivos observados:
a) Flexibilidade de contratação e demissão, que, no caso, influi diretamente na qualidade dos serviços;
b) Corpo Clínico sempre completo;
c) Salários mais atraentes (o dobro do mercado de trabalho);
d) Elevada profissionalização dos executivos da direção do hospital (o Processo Seletivo é puramente técnico; não há indicação por parte do Prefeito);
e) Inexistência de ingerência política e/ou desvios de recursos, favorecendo a eficiência e a transparência; e
f) Relatórios Técnicos são gerados nos mesmos moldes dos utilizados pelos hospitais privados mais eficientes do país, possibilitando eficaz gerenciamento a partir de centenas de indicadores de desempenhos.

Vê-se, pois, que não é nada fácil administrar um Hospital, principalmente se seus altos executivos não possuírem o devido preparo na área de Administração Hospitalar, a qual o Conselho Federal de Administração regulou como um campo conexo do Administrador (um Responsável Técnico que representa seguramente a garantia de que o hospital dá à sociedade, de que seus serviços administrativos estão sendo executados sob a supervisão de um profissional habilitado e competente).


Os novos tempos caracterizam-se por uma rígida postura ética e persistente busca pelo estado da arte na área de Gestão. Assim sendo, a profissionalização da Administração Hospitalar é um instrumento imprescindível para a adequação dos serviços de saúde às necessidades da sociedade, dado que é fácil constatar a existência de um corpo de conhecimentos formais, capazes de possibilitar um melhor entendimento desses serviços, e de facilitar a compreensão e a solução de vários dos complexos problemas administrativos dos hospitais brasileiros.


Considerando-se os seguintes Valores éticos para um hospital:


Assistência 

Respeito aos direitos do paciente: defesa dos direitos do paciente;

• Melhoria contínua: aprimoramento, educação continuada, atualização;
• Competência técnica: competência e desenvolvimento científico com ética;
• Atenção integral: cura e reabilitação; promoção à saúde;
• Foco na assistência: foco na finalidade da instituição (atividade-fim);
• Excelência na atenção à saúde: beneficência do paciente e excelência na assistência;
• Atendimento humanizado: cuidados especiais; foco primário na pessoa como razão de ser; solidariedade humana (humanização);


Administração 

Espírito de equipe: cooperação, diálogo e trabalho em equipe;

• Gestão eficiente: viabilidade econômica, eficiência na gestão, proteção da saúde do paciente;

Compromisso social 

Justiça: eqüidade, igualdade, justiça, solidariedade, respeito aos direitos legais;

• Responsabilidade social: metas e objetivos para além da viabilidade econômica, defesa dos direitos humanos, atendimento voltado às necessidades da comunidade, participação da equipe na tomada de decisões, proteção da saúde ambiental, benefício social, preocupação com a saúde da coletividade;
• Compromisso: ética, compromisso profissional, integridade, coerência e congruência..........

Percebe-se que o Administrador Hospitalar chega a ser imprescindível ao eficiente funcionamento de um sistema hospitalar, principalmente porque os profissionais da área de saúde não são preparados para lidar com atividades e tarefas, tais como:
a) Determinantes organizacionais do Hospital moderno;
b) Ferramentas de suporte e de gestão;
c) O novo paradigma da gestão de pessoas;
d) A gestão da qualidade nos hospitais brasileiros; instrumentos utilizados na prática diária da gestão da qualidade; a acreditação em Saúde;
e) Administração dos bens patrimoniais do hospital; patrimônio operacional: quebra de paradigmas;
f) Gestão de Logística e de Suprimentos na Administração Hospitalar;
g) Orçamentos, Finanças e Custos em Administração Hospitalar;
h) Administração Financeira; sistema de programação financeira de curtos e médios prazos – programação de caixa (cash flow);
i) Planejamento Estratégico de “Expansão Organizacional/Empresarial”, objetivando crescer com sucesso e com sustentabilidade; Marketing de Organizações em saúde; Gestão Estratégica de Negócios;
j) Gerenciamento dos sistemas administrativos, tais como organogramas, elaboração de estatuto, regulamento, regimento, estudos de processos, clientes, licitações e negociações, Administração de contratos/convênios, planejamento de recursos humanos/corpo clínico, centro de estudos, controle de estagiários, e até nas questões que envolvam a adoção de aparatos contra infecções hospitalares em geral ou epidemias, como a gripe A/H1N1, que começa a assolar o país.


Dizer que os hospitais públicos não devem ser administrados como uma empresa privada é uma visão totalmente equivocada. Não se trata de confundir gestão pública com lucro, mas sim administrar os recursos públicos da melhor maneira possível em benefício do usuário do sistema de saúde. Assim, todos os hospitais têm que ser administrados como empresas, não só com a visão simples do lucro, mas também para ter sua viabilidade econômica e, com isso, assegurar a sua sustentabilidade a partir do bom atendimento à comunidade, o que hoje não ocorre, apesar de sabermos que o Brasil tem feito progressos significativos no desenvolvimento humano e de suas políticas públicas durante a última década, graças a uma série de inovações nas políticas e ações sociais, a equidade de acesso vem melhorando consideravelmente. 



Na saúde, a consolidação do financiamento público e organização do setor num sistema nacional, Sistema Único de Saúde SUS e uma ênfase maior na atenção básica têm sido muito importantes para essas melhorias. Contudo, persistem desafios significativos relacionados à improficiência administrativa e baixa qualidade dos serviços prestados. Aumentar a eficiência e a efetividade na utilização de recursos de saúde para conter a escalada de custos, talvez seja o maior desafio enfrentado pelo sistema de saúde brasileiro.

Administrar um hospital está entre as tarefas mais complexas que se conhece. Os custos são crescentes e as novas tecnologias, que em geral não significa a substituição da mão-de-obra, devem ser agregadas a todo o momento. Por outro lado, ninguém alega que médicos ou enfermeiras, por exemplo, devem deixar de passar por cursos de formação pelo fato de eventualmente esses cursos serem de má qualidade. O que se vê são ótimos profissionais de outras áreas “virarem” péssimos “administradores hospitalares” (e o usuário do sistema de saúde pagar muito caro por isso), pois flertam perigosamente com a irresponsabilidade. 



Assim, reafirmo que a profissionalização da administração hospitalar é um instrumento imprescindível para a adequação dos serviços de saúde às necessidades da sociedade brasileira, pois se constata que há um corpo de conhecimento formal capaz de possibilitar um melhor entendimento desses serviços, e de facilitar a compreensão e a solução de vários dos problemas complexos da organização hospitalar.

Quando um hospital possui Administradores profissionais (com registro no Conselho Regional de Administração – C.R.A.), são suas as responsabilidades na conduta administrativa eficaz da organização, o que assegura melhor desempenho e eficácia legitima perante a comunidade. O fato é que a administração hospitalar não é tarefa para amadores ou aventureiros políticos que assumem, sem preparo, uma função que ultrapasse suas capacidades, suas habilidades técnicas e seu preparo intelectual.


Os hospitais, e todos os serviços de saúde, precisam mudar, e os profissionais de administração devem redescobrir o gosto pelo bem feito e a dimensão ética do seu trabalho. Eles precisam desenvolver a habilidade de tomar decisões e a capacidade de avaliar resultados, de coletar e interpretar dados, de eleger prioridades, de liderar pessoas e de se comunicar plenamente. Compreende-se, por conseguinte, que há premente necessidade de se efetivar uma gestão profissional de saúde no Brasil, o que inclui teoricamente as dimensões administrativas, técnica e financeira. No entanto, compreende-se que as três dimensões sejam indissociáveis, o que conduz a não simplesmente negar os caminhos que vem sendo construídos pela realidade apresentada pela Administração do Sistema de Saúde no País, mas a entender que o caminho está apenas parcialmente traçado, faltando ainda o amadurecimento do campo de visão social, no que diz respeito à necessidade de se determinar e direcionar verdadeiramente as verbas para possibilitar ao Administrador Hospitalar a prestação de um serviço de atendimento à saúde de forma digna à sociedade brasileira. 



As mudanças do perfil e da prática do Administrador Hospitalar  frente às recentes perspectivas conjunturais, contribuem para a emergência de novos conceitos em administração nas instituições de saúde. O controle inadequado dos estoques, além da existência de vários estoques paralelos dentro das unidades de saúde, e os métodos ineficientes de dispensar os medicamentos aos pacientes hospitalizados contribui para desperdícios, perdas e desvios significativos. O planejamento inadequado, a centralização excessiva das decisões de compra, e uma estrutura legal altamente rígida resultam numa inconsistência entre os materiais necessários e aqueles que estão realmente disponíveis. A aquisição e manutenção de equipamentos e da planta física estão entre os elementos mais custosos de qualquer sistema de saúde. A ineficiência nessa área pode, portanto, ser uma fonte significativa de aumento de custos. 

Nos últimos anos, o Ministério da Saúde e secretarias estaduais e municipais de saúde tentaram criar um planejamento mais racional de compra e distribuição de equipamentos. No entanto, ainda se observa que a maioria das unidades ainda tem sérias dificuldades para manter suas instalações e equipamentos, com repercussões desfavoráveis para a qualidade e eficiência do atendimento. Até hoje as unidades de saúde, em sua maioria, não têm sido responsabilizadas pela gestão diletante de seus equipamentos e instalações. 

Assim, “a Administração não se restringe aos aspectos puramente administrativos e burocráticos, não devendo se distanciar das discussões que envolvem a prática do gerenciamento de ações administrativas ou técnicas nas unidades de saúde”.


Por: Adm. Alessandri Silva - http://www.administradores.com.br

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Ciberviciado - Vício por Internet

Quando se fala em vício logo pensamos em drogas, cigarro, álcool, jogatina, entre outros. Porém, o vício está ligado a uma questão mais ampla, ou seja, não se restringe a um ou dois aspectos, mas sim a diversos. 
Há o vício em internet que também é conhecido como compulsão à internet ou internet-dependência.
É diagnosticado como um caso de internet-dependência, quando as pessoas têm sua vida pessoal, profissional e sentimental afetada pela permanência exagerada na internet. 
Atualmente, os casos de compulsão à internet vêm crescendo consideravelmente, isso está associado ao fato de que a todo o momento novas pessoas estão se conectando à rede, além dos atrativos novos que ela proporciona aos internautas veteranos, fazendo com que queira permanecer conectados sempre.

Existem casos de ciberviciados que morreram por permanecerem tempo de mais na frente do computador. Isso se deve ao fato de haver certas doenças que se desenvolvem pela permanência em uma determinada posição, etc., uma dessas doenças é a Trombose Venal Profunda, que pode evoluir para uma Embolia Pulmonar, e por fim levando o individuo a morte. 
Dados de uma pesquisa realizada por estudiosos norte-americanos revelam que de 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de internautas americanos sofrem deste mal.
Uma pessoa que passa algumas horas conectadas a internet, seja enviando e-mails, conectado a sala de bate-papo, realizando negócios ou jogando, pode ser considerado um ciberviciado. 
Alguns especialistas consideram o vício pela internet um “problema psíquico”. 
As mortes geradas pela compulsão à internet fizeram com que surgissem as “ciberviúvas”, são as esposas e namoradas de homens que morreram deste mal. 
Além disso, o cibervicio gera o “ciberadutério”, ocorre com pessoas que têm algum tipo de relacionamento fixo e mantém um relacionamento amoroso virtual. 
Muitos especialistas declaram que o cibervicio deveria estar listado juntamente com a cocaína, a heroína, entre outras drogas que geram vício. 
Por Eliene Percília - https://brasilescola.uol.com.br